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Aluna ganha celular de colega para conseguir contato com professora durante pandemia em Schroeder




Camile recebeu celular de Bryan na escola Elisa Cláudio. Foto: Divulgação

As aulas presenciais, a troca de experiência em sala de aula e o contato com os colegas deixaram de ser realidade para estudantes de todo o mundo neste ano. A pandemia do novo coronavírus transformou os métodos de aprendizagem e a comunicação entre alunos e professores e, em Schroeder não é diferente.

Sem aulas em sala de aula desde março, os alunos estão desenvolvendo atividades online, mas nem todos possuem equipamentos tecnológicos capazes de viabilizar a comunicação com os professores. É o caso de Camile Madalena de Souza, de 16 anos. Aliás, era o caso dela.

A adolescente, que é aluna de educação especial na Escola de Educação Básica Professora Elisa Cláudio de Aguiar, em Schroeder 1, não estava conseguindo ter contato com a professora porque não tinha um celular.

A dificuldade comoveu Solange Lombardi dos Santos, assessora e coordenadora de Inclusão da escola. Ela utilizou as redes sociais para tentar viabilizar um aparelho que permitisse à Camile a comunicação com a professora.

O texto publicado em uma rede social chamou a atenção da mãe de outro aluno, Bryan da Silva. O estudante, que também tem 16 anos, é autista e soube da dificuldade da colega pela mãe que leu o texto publicado por Solange.

“A mãe do Bryan leu a história para ele e ele quis doar o celular. Então, ela entrou em contato comigo e combinamos para fazer a entrega”, conta Solange.

A coordenadora conta que este é o segundo ano de Camile na escola. Aluna do sétimo ano, ela recebeu a doação do colega, que está no primeiro ano do ensino médio. Solange conta que, por conta da particularidade intelectual de Camile, ela ainda não é alfabetizada e o celular ajuda na comunicação e na manutenção do vínculo com a professora.

“É importante valorizar o vínculo para que eles possam entender esse processo. Eu perguntei para a Camile se ela sabia usar o celular e ela me contou que já teve um, mas que estragou”, fala.

A entrega aconteceu na escola e uniu os colegas. De um lado, Camile que precisava do aparelho para dar continuidade ao trabalho com a professora. De outro, Bryan, que ficou comovido com a história e quis doar o aparelho para a colega. “Agora, até áudio de boa noite ela mandou”, finaliza Solange.


 




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