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Captura de escorpiões é incomum na região, mas bombeiros de Schroeder reforçam cuidados




O escorpião foi capturado no dia 30 de julho. Foto: Divulgação/Bombeiros

A captura recente de um escorpião da espécie “Mastigoproctus giganteus”, também conhecida como “escorpião gigante de chicote” é considerada rara em Schroeder. Não apenas porque essa espécie sequer é originária do país, mas porque a incidência de capturas de escorpiões não é comum no município.

De acordo com o subcomandante Jairê Michel Engler, por se tratar de uma espécie que não é nativa do Brasil, essa foi a primeira captura de um escorpião gigante de chicote na região.

Apesar disso, conta ele, outras espécies já foram recolhidas no município, embora não seja procedimento comum. “É uma estatística bem baixa. Não há incidência de captura de escorpiões na região, temos, em média, menos de dois por ano”, conta.

Encaminhado para a Vigilância Sanitária

O escorpião foi capturado em uma madeireira no Centro-Sul de Schroeder e, de acordo com o subcomandante, já estava dentro de um balde quando os bombeiros chegaram após o acionamento.

Além dos bombeiros, a Defesa Civil também foi chamada e, segundo Tânia Dantas, diretora do órgão, é comum que, em casos de capturas de animais nativos, a Defesa Civil seja acionada por ter parcerias com clínicas veterinárias. Ela explica, ainda, que nos casos de animais peçonhentos, os bombeiros realizam a captura e fazem a soltura na estação ecológica do Bracinho.

Neste caso, no entanto, o procedimento foi diferente e o escorpião foi encaminhado aos órgãos estaduais. “O local foi vasculhado e não tinha nenhum outro animal. Depois de acionar o IMA e o Ibama, o escorpião foi encaminhado para a Vigilância Sanitária do Estado”, diz.

O subcomandante complementa e diz, ainda, que o animal seria avaliado por um entomólogo a fim de estudar e pesquisar suas características, origens e as possibilidades de a espécie ter chegado à região.

Jairê reforça os cuidados que a população precisa ter caso encontre um animal peçonhento em casa ou no quintal. Ele explica que, apesar de não se tratar de uma ocorrência comum, os animais podem aparecer e é fundamental que as pessoas não tentem capturá-los sozinhas.

“A orientação é sempre de não se aproximar e acionar os bombeiros caso o animal esteja dentro de casa ou oferecendo risco. Nós reforçamos que não se tente nenhum tipo de abordagem sem ter certeza de qual animal você está lidando. O ideal é não se aproximar e acionar os bombeiros”, finaliza.





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