ESPORTE

Schroeder adota treinos online para manter equipes das categorias de base em forma
Tecnologia é fundamental para aproximar os atletas.


“Montamos exercícios que trabalham a parte física, agilidade, força, elasticidade, impulsão, equilíbrio, tudo que eles utilizam em quadra”, professor Paulo Ferreira.

Ainda sem uma expectativa sólida de quando as competições e atividades esportivas serão liberadas e seguras para voltar a acontecer, o município não quis deixar os atletas das categorias de base à mercê da indefinição.

Os objetivos para este ano eram claros e focados em competições esportivas importantes para o futsal, como explica o professor Paulo Ferreira. Depois de avançar à fase estadual da Olesc (Olimpíada Estudantil Catarinense), neste ano o projeto era fortalecer a equipe para conquistar resultados ainda melhores. Mas, a pandemia interrompeu o plano.

Apesar disso, para manter as duas equipes competitivas do esporte nas categorias de base (Sub-15 e Sub-17) ativas e em forma, mantendo o ritmo forte para quando as atividades estiverem liberadas, os professores Paulo e Tiago Grzybowsky elaboraram programas de exercícios e treinamentos que são repassados aos atletas graças à tecnologia.

Os treinos online, conta Paulo, duram cerca de 50 minutos. Hoje, diz, são aproximadamente 18 atletas que treinam nas duas modalidades.

“O que nos motivou são as competições que vêm pela frente. Não imaginamos que demoraria tanto e como já estávamos focados em competições, para não parar, para manter eles em atividade, manter a parte física, optamos pelas atividades remotas. E também não só pelo fato do rendimento, mas pela saúde deles”, destaca. As atividades começaram cerca de duas semanas após o primeiro decreto de isolamento, ainda no mês de março.

Entre as competições previstas para este ano estavam, além da Olesc, a Super Copa América, no sub-17 e a Copa Champions Kids, no sub-15, entre outras.

O professor conta que não foi fácil montar um treino que mantivesse o foco e a atenção dos atletas mesmo do outro lado de uma tela. “Quem é do esporte sabe o quanto é bom estar em contato com a quadra, mas como isso não é possível, montamos exercícios que trabalham a parte física, agilidade, força, elasticidade, impulsão, equilíbrio, tudo que eles utilizam em quadra. O fluxo de trabalho está sendo bem bacana”, salienta.

A tecnologia, destaca o professor, é fundamental para aproximar os atletas e mantê-los ativos. “Acho que ela é uma grande aliada nesse momento crítico que estamos vivendo, sem esse recurso do aplicativo zoom não seria possível manter os atletas em atividades”, finaliza.

Além dos treinos de futsal, recentemente as atividades de voleibol também começaram a ser desenvolvidas remotamente.





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