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Conheça a Banda Código de Bar, representante schroedense do ''bom e velho rock'n roll''



Comemorado no dia 13 de julho, o Dia Mundial do Rock não é só uma data de comemoração para os clássicos do gênero, mas é uma ótima oportunidade para conhecer as bandas locais, genuínas representantes do bom e velho rock'n roll.

Em Schroeder, o público tem uma representante e tanto, a Código de Bar, que já está há seis anos na estrada. Nascida da reformulação da banda Atacama, a Código de Bar tem Michael Barch nos vocais, Admas Antonio no baixo, Silvonei na bateria e Fabiano "Ruxa" na guitarra.

Desde 2019, Luiz está à frente da produção da banda. Referência em eventos de motoclubes e motogrupos, a banda se apresenta em diversos eventos e tem no currículo a partilha de palco com grandes bandas do cenário nacional.

O Schroeder Post conversou com a banda, que conta um pouco de sua história.

Como resumiriam a trajetória da banda? Quais os momentos mais marcantes dessa história?

Agitada, essa é a palavra que define a trajetória da banda. Agitada desde o repertório até os bastidores. Metade da banda mora em Jaraguá do Sul e a outra em Schroeder. Agora então imagine conciliar a agenda de quatro pessoas que moram em cidades distintas, têm profissões distintas, suas famílias distintas e se reúnem para tocar todos os finais de semana um estilo que muita gente achava que havia morrido.

Nesses anos de banda podemos relembrar os encontros com as grandes bandas brasileiras, como CPM 22, Matanza, Velhas Virgens e Sepultura. Também as inúmeras viagens de kombi realizadas para o Paraná, sendo que em alguns casos a banda ficou na estrada por conta dessa kombi.

Um grande momento justamente foi a rifa que fizemos para comprar a nossa kombi. Muita gente ajudou a realizar esse sonho. Uma pena foi que a kombi já fundiu o motor umas 5 vezes e agora está parada.

Vivemos um momento excepcional, há quanto tempo estão sem fazer shows? Como estão lidando com esse momento?

Estamos há três meses sem contato físico com o público. É fato que toda a sociedade mudou seus hábitos, em especial a brasileira, e a banda não fica fora dessa estatística.

Tivemos que investir e buscar meios de manter a proximidade com o público, como a abordagem nas redes sociais, por exemplo. Realizamos, eventualmente, algumas lives na nossa página no Facebook, mas a limitação de equipamento é um problema, pois poucas são as bandas e produtoras que tem equipamento de qualidade para transmissões pela internet, e quando tem, geralmente, o custo torna-se alto. 

Nós sabemos que o nosso público não curte as lives de sertanejo, que fazem muito sucesso hoje em dia, então buscamos trazer a mesma experiência dos nossos shows para a internet, o que representa também um novo aprendizado para nós, pois é estranho tocar para mais de mil pessoas sem ter ninguém na sua frente, fisicamente.

Estão fazendo ensaios?

Antes da pandemia ensaiávamos toda semana, mas por conta dessa pandemia e também a consequente menor demanda de shows, limitamos os ensaios para uma vez ao mês, desde que passou a ser permitido novamente esse tipo de atividade.

Há alguma história engraçada, inusitada nessa trajetória?

São tantas que seria possível escrever um livro. Houve uma vez que fomos tocar em Joinville, com a nossa kombi e na volta a galera estava bem animada. Viemos de lá até Schroeder cantando a mesma música do "The Doors" (Whiskey Bar) a plenos pulmões pela estrada.

Também fi zemos um show para uma barbearia de Jaraguá onde o nosso baterista teve seu cabelo cortado enquanto tocava uma música, ao vivo. Temos o vídeo disso na nossa página no Facebook.

Outro momento marcante foi quando decidimos vir de Joinville para Schroeder pela serra de Duas Mamas, mas não sabíamos que haviam acabado de patrolar a estrada.

A kombi não subia de jeito nenhum e não tinha mais como voltar. Tivemos que descer da kombi e empurrar ela morro acima, exaustos, depois de 3 horas de show.

Quais curiosidades sobre a banda/integrantes vocês destacariam?

Não começamos nenhum show com um repertório preparado. Nós geralmente temos umas 4 ou 5 músicas que tocamos no início do show e, a partir dali, cada música vem de sugestões da plateia ou de acordo com o clima do local.  

Algo interessante é que a banda tem por costume parar nos postos de combustível para comprar torrão de paçoca para comer após os shows. Por algum motivo esse doce é unanimidade na banda.

Também vale ressaltar que já levamos um show de rock a todo tipo de evento: desde aniversários a casamentos e batizados de criança. Durante essa pandemia tínhamos dois casamentos para tocar, os quais foram adiados.

Quais são os principais sonhos da banda?

Já recebemos alguns convites para tocar em SP, mas a agenda não permitiu. Esperamos, em breve, conseguir ir para lá. Fora o sonho de ter um veículo melhor para as viagens, nosso maior sonho é poder continuar tocando com a mesma pegada por muito tempo ainda. Essa pandemia nos mostrou que os shows nos completam e sentimos demais a falta do carinho do público.

O que ela representa para vocês?

Nós recebemos o dom da música. Mas esse dom não é nada se não for compartilhado, então, nada mais justo que usar esse dom para alegrar as pessoas e tornar a vida delas um pouco mais divertida, mesmo que pelas poucas horas do show.

Recentemente, durante um show, conhecemos uma senhora de 80 anos que havia infartado duas vezes, mas que não abria mão de nos ver tocar. Foi emocionante ver que a alegria dela vinha de nossa música. Esse tipo de coisa nos faz pensar que a música completa a nossa existência. 





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