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Neli Loni: a voluntária de Schroeder que trabalha há 30 anos doando amor e agasalhos para a comunidade



O trabalho dedicado a ajudar já se estende por três décadas. Em 30 anos, Neli Loni Zenkner, que hoje tem 65 anos, já perdeu a conta de quantas pessoas conheceu, de quantas histórias ouviu, de quantas vidas mudou.

Dedicada ao DAS (Departamento de Assistência Social) da Igreja Evangélica Luterana do Brasil em Schroeder, onde o companheiro foi pastor, Neli continua com a mesma dedicação de três décadas atrás.

“É um trabalho que eu amo fazer, sou apaixonada por isso e, enquanto eu tiver forças, vou continuar”, garante.

Foto: Arquivo 

Ela conta que, desde criança, aprendeu o valor e a importância de olhar para o próximo, entender sua realidade e trabalhar para mudá-la. Filha de pai enfermeiro e mãe professora em um orfanato, desde muito cedo ela conviveu com realidades diferentes da dela.

“Devo ter aprendido de pequena, minha mãe era professora em um orfanato e meu pai era enfermeiro. Durante o dia eu ficava com eles e ali veio aquele amor ao próximo”, lembra.

Mas, o trabalho à frente do Departamento iniciou anos mais tarde. Desde muito jovem ligada à igreja onde o companheiro era pastor, Neli começou quando uma família procurou ajuda.

“Tudo começou porque uma família muito carente bateu na porta da minha casa, fiz uma campanha na igreja e ajudei essa família. Eles divulgaram e a partir de lá começou a crescer e hoje ocupamos uma casa inteira”, conta.

Ela já não se lembra quantas pessoas ajudou, mas em 30 anos o número se multiplicou e continua se multiplicando. Hoje, o Departamento ajuda com roupas, calçados, cobertores, equipamentos hospitalares, como cadeiras de banho, cadeiras de rodas, macas, muletas e, também, móveis, tudo sem custo para a comunidade.

Foto: Arquivo

Ajuda da comunidade

Neli ressalta que não trabalha sozinha e agradece ao apoio dos schroedenses. Entre as instituições e comércios que auxiliam com doações e espaços para recolher o que a própria população oferta, está o Rotary Club, os Bombeiros Voluntários e o Supermercado Rancho Bom, que mantém uma caixa para coleta.

“Toda semana recolhemos doações”, diz. As doações também podem ser entregues no DAS ou na secretaria da igreja.

Ela conta que, durante a pandemia, o número de famílias que buscam ajuda aumentou significativamente.

“Temos muitas famílias cadastradas porque atendemos a todos. Não existe distinção de religião e, ultimamente, está sempre cheio por causa da pandemia. Aumentou muito, mas nossa comunidade é muito boa e também aumentaram as doações”, garante.

O atendimento no Departamento, que fica na rua Marechal Castelo Branco, ao lado do Posto Mime, acontece todas as terças-feiras, das 7h às 16h.

Doação de cadeira de banho efetuada pelo Grupo de Servas Cristo. Foto: Divulgação





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