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Casal de Schroeder enfrenta o coronavírus: "cada dia é uma vitória"




Gilmar Alcara, de 40 anos, e Cristiane Uller Alcara, de 43, continuam em tratamento. Foto: Arquivo Pessoal

A pandemia do coronavírus mudou a vida de todos em todo o mundo. O mundo literalmente “parou”. O número de casos se multiplica dia após dia no Brasil, os mortos se transformaram em 40 mil em três meses e a gravidade da doença fez com que um casal de Schroeder dividisse a sua história.
 
Cristiane Uller Alcara, de 43 anos e Gilmar Alcara, de 40, moram no bairro Itoupava-Açú e continuam em tratamento. O motivo? Os dois foram diagnosticados com a Covid-19.

“Aceitamos falar sobre o assunto porque tem muita gente que não acredita e debocha desse vírus. Só quem já passou por isso sabe dizer o quanto sofreu”, fala Cristiane.
 
Entre os primeiros sintomas de Cristiane e o resultado foram menos de 10 dias. Mas, a história começou ainda antes, quando o companheiro começou a sentir os sintomas, no dia 22 de maio.

Ele conta que os sintomas começaram com febre e mal estar. No dia seguinte, dor de cabeça, falta de apetite, olfato e paladar prejudicados, dores no corpo e a única solução foi procurar uma unidade de saúde. Em uma semana, o resultado: coronavírus.

Ao mesmo tempo, Cristiane começou a sentir os sintomas e, no dia 5 de junho, o mesmo resultado: coronavírus. O casal ficou em isolamento desde o dia em que Gilmar procurou o médico e, juntos, enfrentaram a doença.
 
Os sintomas dela foram semelhantes aos do companheiro: gripe, coriza, dor intensa na cabeça, perda de paladar e olfato, diarreia, dores nas costas e calafrios. “Parece uma gripe, mas é muito pior. Só quem passa sabe”, diz Cristiane.
 
Para ela, um dos sintomas mais fortes e com o qual mais sofreu foi a dor de cabeça. “É uma pressão muito forte que, ao deitar no travesseiro, parecia que tinha espinhos”, lembra.

Os medicamentos se acumularam na casa do casal. Desde os primeiros sintomas até agora, quando permanecem em tratamento e não são considerados “curados” ainda os remédios se multiplicaram. Ela conta que tomou dipirona, nimesulida, paracetamol, azitromicina e salbutamol.

Foto: Arquivo Pessoal

Debilitado, o casal usava o amor e o apoio que tem para lutar. “Quem ajudou foi meu marido. Um cuidando do outro”, diz.

Ela explica que a “contagem” para liberação inicia na data dos primeiros sintomas. “Aí contam 15 dias e, depois desses 15 dias, precisamos passar mais três sem nenhum sintoma. Depois disso, o médico avalia para dar alta”, conta.

Sem contaminados na família e sem qualquer viagem realizada recentemente, Cristina diz que não sabe onde o companheiro foi infectado. Imediatamente, o casal avisou aos amigos sobre o isolamento e, apesar de algumas críticas, mantiveram o aviso de que não poderiam ser visitados.

“Tivemos o apoio da família e dos amigos que nos ligavam e ligam todos os dias para perguntar como estamos. Amigos que fizeram chá e pão e deixaram no portão. Outros trouxeram comida, remédio...”, conta.
 
Cristiane e Gilmar estão praticamente recuperados, mas ela ressalta a importância do cuidado e de dar o devido valor à doença.

“Precisamos cuidar sim, ele existe. Nunca pensávamos que iríamos pegar. Eu falo que esse vírus é uma passagem para a morte, quem não tiver boa saúde, ele mata porque mexe com todos os nossos órgãos, procurando algo para nos derrubar. Cada dia é uma vitória”, finaliza.





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