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Bananicultores de Schroeder têm prejuízos com vendaval





O temporal registrado em Schroeder e região, no último dia 27, trouxe prejuízo para bananicultores do município. Os ventos fortes fizeram com que parte de plantações fossem danificadas, prejudicando a produção das bananeiras.

Um dos produtores atingidos foi Arlindo Hefter, que tem diversas áreas de cultivo, espalhadas em Schroeder e no bairro João Pessoa, em Jaraguá do Sul. Ele estima que cerca de 3 mil pés de banana, em 3 hectares, foram derrubados pelo vento. “Foram três áreas minhas atingidas. Uma delas a perda chegou a quase 50% da área”, conta.

Bananicultor há mais de 40 anos, ele relata que sofreu prejuízos no passado por conta de ventos fortes. “Há 13 anos teve um vendaval que perdi muito, mas todo ano dá. Aqui ou lá, depende eu lugar onde o vento pega”, explica. Hefter acredita que o tempo para as áreas voltem a produzir é de oito meses a um ano.

Para equilibrar as contas, ele espera que o preço da banana se recupere. “Agora é erguer a cabeça e seguir em frente. Mesmo com preço baixo você, pelo menos, tira um pouco das despesas. Agora, sem produção, você investiu mas não tira nada”, avalia.

O casal de bananicultores Rudimar e Cenira Krueger também teve a propriedade atingida pelo temporal. Cenira lembra que as partes mais baixas da plantação, próximas ao rio, são as que sofreram mais a ação do vento e calcula um prejuízo de 3 mil caixas. “Foi a primeira vez que deu. Agora é tirar fora e esperar crescer de novo. Nesses pés, só ano que vem vai ter banana”.

O presidente da Associação de Bananicultores de Schroeder, Laércio Sevegnani, destaca que a derrubada de bananeiras por conta de vendavais é algo que costuma acontecer todos os anos. O que varia é o tamanho e localização das áreas atingidas. “Vendavais, trovoadas sempre têm. Esse ano pega aqui, no outro ano pega lá. Não é sempre na mesma propriedade que atinge, mas é normal”, explica.

Após a bananeira ser derrubada pelo vento, resta ao produtor apenas cortar a planta e esperar que uma nova bananeira cresça. Com esse processo, leva em torno de 12 meses para a plantar voltar a dar frutos. “Dá um prejuízo grande para quem tem a área devastada. Perde todo o investimento. Se você tem uma área com 20 mil plantas, onde 3 mil você não vai colher, é uma perda grande”, acrescenta.

Queda na exportação derruba o preço da banana

A expectativa é de boa produção para as áreas que não foram atingidas pelo vendaval. No entanto, em fevereiro a tendência é de queda nos preços por conta da redução da exportação, o que inunda o mercado e derruba os preços, impactando o produtor. “Temos fé que 2020 será um ano bom, se a exportação continuar alavancando o mercado”, avalia Sevegnani.

Segundo ele, nos meses de outubro de 2019 e janeiro de 2020, a fruta teve bom preço por conta da exportação. “Essa fruta, que ia para a exportação, agora fica aqui no mercado interno, onde acaba atrapalhando o preço. Tem muita oferta”, acrescenta.

Os custos com insumos e fertilizantes são uma preocupação. O preço desses itens é regulado pelo dólar e tendem a ter um aumento anual superior à inflação. Por isso, para que o produtor consiga custear a produção é necessário que ele venda a caixa a R$ 15, no mínimo. “Se for mais barato que isso, o produtor toma prejuízo”, completa.





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