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Fungo negro: caso suspeito é investigado em Jaraguá do Sul

Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, investiga um caso suspeito de fungo negro. Trata-se de um homem de 66 anos internado no Hospital São José. Ele teria sido diagnosticado com coronavírus, se recuperado, e agora apresentou lesões que podem estar relacionadas com o fungo negro.

A Secretaria de Saúde de Jaraguá do Sul já foi notificada do caso pelo hospital São José. Imediatamente notificou a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), que também acompanha o caso. A Saúde de Jaraguá pede tranquilidade à população até porque o caso está sendo investigado, o fungo negro não é uma doença nova e não há risco de transmissão.

Ainda não há nenhum resultado. A Dive aguarda confirmação laboratorial que pode demorar mais de 25 dias. No Brasil, são 30 casos suspeitos em investigação, incluindo os três casos de SC. Por enquanto, o Ministério da Saúde diz que “não é possível relacionar os casos de mucormicose (“fungo negro”) registrados no Brasil com a Covid-19 e as variantes do vírus”.

O que é fungo negro?
O médico infectologista da Dive/SC, Fábio Gaudenzi, explica a doença.

“Importante lembrar que essa doença, a mucormicose, é uma infecção fúngica invasiva grave e que pode acometer as pessoas que já estão com a imunidade muito reduzida”, comenta o médico.

Segundo Gaudenzi, a mucormicose é um fungo que se encontra no ambiente geral e normalmente é inalada pelas pessoas.

“Esse fungo estando em nosso sistema imunológico com sua função preservada nosso organismo vai inativá-lo, destruí-lo e não vai evoluir como doença”, explica.

“É importante lembrar que a Índia notificou a OMS (Organização Mundial da Saúde) de um aumento de casos de mucormicose relacionada com a Covid-19. É importante salientar que está sendo feita uma investigação para entender qual é a causa específica desse aumento, se realmente a relação direta com a infecção pela Covid-19 ou outros fatores de risco envolvidos”, completa.
A investigação também vai acontecer no Brasil. “Todos os casos serão monitorados pelas vigilâncias epidemiológicas municipais”, finaliza o médico.




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