SEGURANÇA

Ameaças, lesões corporais leves e injúrias: os principais crimes contra mulheres na região



O Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher, na última quarta-feira (25) traz, novamente, a reflexão sobre os inúmeros casos que se multiplicam em todo o Estado. De acordo com os dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública), até o dia 23 de novembro, 46 mulheres haviam sido assassinadas em Santa Catarina. Dias depois, novos casos de feminicídio estamparam os jornais e o número continua aumentando.

Segundo a delegada Roberta França, da Dpcami (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso) de Jaraguá do Sul, a maioria dos crimes contra as mulheres na região são: ameaça, lesões corporais leves e injúria.

“A grande maioria das mulheres que solicitam medidas protetivas são pelo crime de ameaça. Apesar de termos números elevados de ocorrências envolvendo violências domésticas em geral, são crimes que envolvem mais a violência psicológica. Não temos registro de feminicídio na comarca”, fala.

A delegada ressalta a importância do trabalho dos CRAS e CREAS no combate, acolhimento e orientação às mulheres vítimas de violência. Para ela, além de essenciais, os atendimentos deveriam ser ampliados. A delegada destaca que o trabalho policial de investigar, lidar com as infrações penais, muitas vezes não é suficiente, não é apenas o que a vítima necessita neste momento.

“Muitas vezes as vítimas vêm à delegacia, mas elas querem que os parceiros procurem tratamento, querem um atendimento para a família, querem restabelecer os vínculos saudáveis e isso cabe à assistência social. Além disso, existem, ainda, aquelas mulheres que querem romper esse vínculo, mas não têm condições psicológicas e aí entra também o atendimento social”, finaliza.




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